sábado, 24 de dezembro de 2016

37- A PERSEGUIÇÃO DA IGREJA HOJE

As perseguições aos cristãos sempre foram muito violentas, eram verdadeiras carnificinas com apedrejamentos, crucificações, mortes a fio da espada, muitos cristão foram martirizados e dados aos leões na arena do Coliseu entre outras situações. Cristãos foram perseguidos em todo o mundo por diversas autoridades como exemplo: Nero (54 a 68 d. C.); Tertuliano (160-225 d.C.) e Maria I conhecida como Maria sanguinária (1553 a 1558 d.C.).
O fato é que quanto mais a Igreja de Cristo era perseguida mais fiel se tornava, crescia e se espalhava pela face da Terra ( Atos 13) e por essa razão e que provavelmente o inimigo mudou de estratégia.
A partir do século IV houve uma completa inversão, de clandestina e perseguida a Igreja passou a ser oficial e tornou-se dominadora e os perseguidores passou a adentrar as fileiras da igreja em busca de benefícios. Embora o número de cristãos aumentou astronomicamente a pureza da igreja quase desapareceu. Só com a reforma no século 16 houve o retorno da pureza em parte da igreja.
Hoje no século XXI a perseguição veio de forma despercebida a primeira é a falsa sensação de que a igreja não é mais perseguida e a segunda é a mudança despercebida de nossa forma de pensar.
A sensação de que a igreja não é mais perseguida vem desenvolvendo em muitos membros de nossas igrejas um estado de comodismo o que provoca a pouca busca pela Palavra de Deus e da Oração. Nesse estado a igreja passou a evangelizar menos, contribuir menos, não abrir mais igrejas filiais e muito menos enviar missionários. Nossos conhecimentos sobre a Bíblia e nossa intimidade com Deus tornou-se superficiais.
A mudança despercebida de nossa forma de pensar vem ocorrendo pelo assédio constante de informações e ideologias sociais sedutoras porém anticristã e nós recebemos a todo o instante veiculada pelas mídias de massa como internet, TV, rádios, peças teatrais, cinema, revistas, jornais e livros, além de comumente estar em todos os seguimentos de ensino. É um verdadeiro assédios cultural com objetivo de mudar o senso comum, ou seja, despercebidamente a nossa forma de pensar.
Esses ataques culturais tem o objetivo da diluição do entendimento do evangelho, fazendo com que verdades absolutas se tornem relativas e que argumentos sociais estejam acima de verdades bíblicas.
Precisamos mais que nunca sermos santos (separado do mundo) e estarmos ancorados na Palavra de Deus para não sermos arrastados pela persuasão das ideologias que regem esse tempo presente. Precisamos lembrar que a igreja primitiva viveu todos os seus dias na ilegalidade e na pobreza e foi mais pura e poderosa do que nunca.
Anderson de Carvalho Borges


domingo, 11 de dezembro de 2016

36- APRENDENDO COM OS PURITANOS


Os Puritanos foram diversos grupos de cristãos fervorosos em buscar ao Senhor nosso Deus através do ensino das Escrituras Sagradas e orações. Eles viveram na Inglaterra por volta dos anos de 1550 a 1700. Esse avivamento, foi um período que a igreja cristã vivenciou e não somente um grupo cristão isolado.
O nome “os Puritano” surgiu com o descontentamento que o povo tinha dos cristãos protestantes fervorosos. Essa palavra puritanos teve origem uma ideia vexatória e ofensiva como uma censura que a população em geral os apelidaram como se hoje em dia tivessem dizendo os purinho, santinhos ou os santarrões.
Para os Puritanos apreciação pela majestade de Deus era profunda e viam a vida através da soberania de Deus em todas as áreas de suas vidas. Suas vidas eram um todo, eles não separavam vida pessoal com vida social, o culto com o trabalho e amor a Deus com amor ao próximo e a si mesmo.
Sempre agiam de uma forma totalmente consciente e pensada. Eles tinham uma inabalável convicção na providência de Deus que os faziam agir diante de qualquer dificuldades com esperança inquebrável, buscando de forma feliz ser um sacrifício em obediência ao Senhor e eles se esforçavam para tornar a sua família uma Igreja.
Os Puritanos eram convictos que as Escrituras é a regra inalterada da santidade de Deus, e sua reverência no manuseio da Palavra escrita de Deus era notória e constante. Eles foram cristãos de ação e de muito trabalho para Deus. O propósito constante deles era santidade ao Senhor e odiavam o pecado e amavam a justiça.
Diversos escritores Puritanos deixaram muitos livros para nos exemplificar de como viver uma vida cristã neste mundo. Eles são para nós como professores que brilham diante de nós como uma espécie de farol, nos ensinando a ter profundidade com Deus de maneira mais eficaz se comparado com a maioria dos cristão de quase todas as épocas.
Nós cristãos do século XXI temos muito a aprender com os Puritanos, seus vários livros, suas Histórias de vida e sua fidelidade a Deus são de grande apoio para o crescimento da nossa vida cristã. Que hoje sejamos imitadores dos Puritanos assim como eles foram homens e mulheres piedosos e imitadores de Cristo (Coríntios 11:1).
Texto compilado e adaptado do livro Entre os gigantes de Deus de J. I. Packer

Por Anderson de Carvalho Borges